Complexo Cultural da Marinha - Ilha Fiscal

Rio de Janeiro, RJ
Av. Alfred Agache, s/n, Centro, próximo à Praça XV 
Telefone: (21) 2104-5592 / 2104-6025
secom@dphdm.mar.mil.br
Horário: Terça a domingo, das 12h às 17h – Ingressos a venda na bilheteria

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foto: DPHDM

Última atualização: Dom, 04 de Agosto de 2013 02:53

"Na ilha, o castelo aberto à visitação [...]"

A Ilha Fiscal integra o Complexo Cultural da Marinha formado por um circuito de museus e de exposições do qual fazem parte também o Museu Naval e o Espaço Cultural da Marinha (ECM).

Ilha dos Ratos era seu nome até 1882, passando a ser chamada de Ilha Fiscal após a construção do posto de fiscalização alfandegária.

Transferida para a Marinha pelo Ministério da Fazenda, em 1913, a Ilha foi o cenário do “Último Baile do Império”, realizado alguns dias antes da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

O projeto museográfico para a Ilha Fiscal foi idealizado em 1997 a partir da ideia do ex- ministro da Marinha Mauro Cesar Pereira Rodrigues. Na elaboração do projeto foram privilegiadas as ambientações dos espaços referentes ao século XIX e um circuito expositivo com diversas ações da Marinha.

Exposições permanentes apresentam a "História da Ilha Fiscal", "A Contribuição Social da Marinha" e "A Contribuição Científica da Marinha".

Um Castelo gótico para o Império

Na ilha, o castelo aberto à visitação tem como destaques: o Torreão, com o relógio alemão de quatro faces e o piso em mosaico feito com 14 tipos de madeiras nobres brasileiras; e a Ala do Cerimonial, composta por uma sala de estar e uma sala de jantar. A decoração é uma mistura de elementos do final do século XIX e dos anos 30, mas ambas no estilo gótico.

As cortinas fazem referência à decoração da época do Império e a cor verde à Casa de Bragança. Já o mobiliário, fabricado em São João Del-rei (MG), é da década de 30. A louça apresentada na mesa de jantar é de fabricação recente, e os talheres pertenceram ao Encouraçado São Paulo - navio que participou das duas guerras mundiais.

O acesso à Ilha Fiscal é feito pela escuna Nogueira da Gama ou, excepcionalmente, por micro-ônibus.

Saiba Mais

Espaço Físico: prédio, território e entorno

A Ilha Fiscal ocupa uma área de 7000 m2 e se distancia do continente pouco mais de 1 km.

O palacete do século XIX, em estilo neogótico provençal, foi projetado pelo Engenheiro Adolpho Del Vecchio. Foi construído para abrigar a chefia do Posto Alfandegário próximo ao ancoradouro dos navios mercantes estrangeiros que aportavam à Baía de Guanabara, na altura da atual Praça XV.

O destaque do palacete fica por conta da qualidade dos trabalhos em vitral e de cantaria, ambos destacando os símbolos do Império e as figuras da Princesa Regente e de Sua Majestade, o Imperador Dom Pedro II.

A construção terminou em abril de 1889 e a festa de inauguração contou com a presença do Imperador Dom Pedro II.

O prédio foi o cenário do “Último Baile do Império", realizado alguns dias antes da Proclamação da República para receber a oficialidade do Encouraçado chileno Almirante Cochrane. O evento fora organizada em retribuição à grande recepção dada à guarnição do Navio-Escola Almirante Barroso durante a sua passagem pelo Chile no ano anterior, quando em viagem de circunavegação.

Durante a chamada Revolta da Armada, Em 1913, a Ilha ficou seis meses em posse dos revoltosos e o palacete ficou bastante danificado devido aos tiros da artilharia.

Instituição: trajetória e natureza jurídica

A Ilha Fiscal faz parte do Complexo Cultural da Marinha, vinculado à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), órgão criado em julho de 2008 com o fim de centralizar a gestão das missões da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha (DPHCM) e do Serviço de Documentação da Marinha (SDM).

O DPHDM tem como missão a promoção da pesquisa, publicação e documentação sobre assuntos concernentes à cultura e a história marítima do Brasil; de atividades histórico-culturais da Marinha. Cabe ao DPHDM a administração da Biblioteca da Marinha, do Arquivo da Marinha, da editora do Serviço de Documentação da Marinha, dos Navios-Museus e dos museus que lhe são subordinados, incluindo os diversos espaços para exposição; das atividades técnicas de preservação do acervo sob sua guarda, dentre outras funções ligadas ao patrimônio e à história cultural da Marinha.

A Ilha Fiscal foi transferida do Ministério da Fazenda para a Marinha, em 1913, que, em troca, cedeu o Vapor Andrada. No ano seguinte, foi instalada no local a Repartição da Carta Marítima (atual Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN). Em 1983, a DHN foi transferida para a Ponta da Armação, em Niterói, permanecendo na Ilha Fiscal o Grupamento de Navios Hidroceanográficos até março de 1998. Em 1997, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha já havia iniciado seu projeto de restauração, com o apoio do Serviço de Documentação da Marinha e sob a supervisão do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). A partir do ano de 1999 foi aberta a visitação pública.

Acervo Arquitetônico

Prédio em estilo gótico provençal, formado por Torreão onde se encontra instalado um relógio de quatro faces, construído na Alemanha. 

Acervo museológico

Mobiliário, serviços de mesa e objetos decorativos.

    Complexo Cultural. Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM).
    Site institucional
    MIDAS - Sistema de Museus - Acervo (DPHDM).
    Base de dados acervo museológico da Marinha (DPHDM).

    Mapa e Dicas

    Ônibus: via Praça XV
    O acesso à Ilha Fiscal é feito a bordo da Escuna Nogueira da Gama ou em um ônibus a partir do Espaço Cultural da Marinha.




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